Preconceito Linguístico
Enviada em 29/10/2018
Na obra “Preconceito Linguístico: o que é, como se faz”, escrita por Marcos Bagno aborda diversos aspectos da língua, como suas diferenças e implicações. Segundo ele, não existe maneira certa ou errada de se falar, porém de acordo com o que a sociedade impõe, pessoas que se comunicam de maneiras diferentes são taxadas e rotuladas como inferiores. Neste sentido, o prenconceito enraizado dentre a população fica evidente.
Convém ressaltar, que a língua é mutável e se adapta conforme a época e região. Muitos indivíduos consideram a sua maneira de falar superior ao outro, isso se evidencia quando um paulista zomba das gírias e sotaques da população nordestina, podendo gerar diversos tipos de violência, tais como física, verbal e psicológica. Tal fato, acontece também dentro do próprio estado, dado que sujeitos que moram na capital discriminam-os que moram no interior.
Em consequência disso, a pessoa que sofre com a exclusão social devido a sua maneira de se comunicar, muitas vezes adquirem problemas de comunicação, interação social e até mesmo distúrbios psicológicos. Logo, esteriótipos são criados de um jeito pejorativo e com deboche, por exemplo, o baiano, o nordestino, o caipira. Neste sentido, o preconceito linguístico interfere diretamente na vida da população.
Em suma, medidas são necessárias para resolver o impasse. Cabe a escola ensinar desde criança o quanto a língua portuguesa possui diversidade por meio de músicas, livros e poesias, dando ênfase ao respeito mútuo entre a população. Ademais a mídia, deve utilizar propagandas na TV e musicas nas rádios, visando a valorização da heterogeneidade da cultura brasileira. Dessa maneira, as idéias propostas por Margos Bagno fariam sentido dentre a sociedade.