Preconceito Linguístico
Enviada em 29/10/2018
A noção antropológica de minoria não envolve quantidade, mas sim direitos e fragilidades sociais. Desse modo, no Brasil, pode ser percebida essa debilidade nos constantes casos de preconceito linguístico sofridos no país.Nesse contexto, deve-se analisar como a desatenção governamental e a negligência social influenciam o aumento da conduta repugnante da população brasileira. Primeiramente,a Constituição Cidadã de 1988 veda qualquer tipo de intolerância linguística. Todavia, o poder Executivo não efetiva esse direito com precisão,o que em pesquisa realizada pelo sítio virtual nova.sb Foram identificadas 393.284 menções, sendo 84% delas com abordagem negativa, de exposição do preconceito e da discriminação por sua maneira de falar. Consoante Aristóteles, no livro “Ética a Nicômaco”, a política serve para garantir a felicidade dos cidadãos, logo, verifica-se que esse conceito encontra-se deturpado no Brasil, à medida em que a oferta não apenas de combate ao preconceito linguístico,como também a falta de políticas de aceitação a diferentes formas de linguagens nas instituições educacionais, não está presente em todo o território nacional,de forma que os direitos permanecerem no papel. Sendo assim, devido a esse sistema precário, os casos de intransigência social só tendem a aumentar.
Outrossim, tornou-se comum pessoas criarem e disseminarem ideias com o intuito de denegrir determinadas formas de se expressar , como: “o oxente nordestino é horrível ” ou “o jeito de falar arrastado do povo sul é esquisito”. Nesse sentido, o distúrbio social decorre não do medo, mas da falta de informação e do preconceito com os diferentes. Então, vem-se à tona o reflexão do pensador e ativista francês Michel Foucault,o qual afirma que é preciso mostrar às pessoas que elas são mais livres do que pensam para quebrar pensamentos errôneos. Desse modo, uma mudança nos valores da sociedade é fundamental para combater a listagem elevada dos raciocínios nefastos da sociedade que vem sendo propagado no país.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema .Cabe ao Ministério da Justiça e da Educação,juntamente com o Governo Federal,criarem projetos para serem desenvolvidos nas ruas os quais promovam palestras, apresentações e atividades a respeito da aceitação das várias maneiras de falar que temos no país,uma vez que ações culturais coletivas têm imenso poder transformador,a fim de que a sociedade, conscientize-se e propicie políticas de inclusão das diferentes linguísticas regionais nas instituições educacionais. Dessa maneira, será possível haver uma erradicação do preconceito linguístico.