Preconceito Linguístico
Enviada em 29/10/2018
Niilismo, do dicionário de filosofia, é um termo céptico utilizado para denominar doutrinas ou ações que se opõem a reconhecer princípios essenciais ao ser humano. Todavia, apesar de que o conceito tenha sido utilizado hegemonicamente no século XIX, hodiernamente tais comportamentos ainda prevalecem, tendo em vista que a falta de postura social e governamental diante ao preconceito linguístico é um dos modos mais decadentes de uma nação que se diz solidária.
Em primeira análise, cabe pontuar, que a linguagem é mutável e vai se adaptando ao longo do tempo de acordo com as ações dos falantes. Porém, a gramática normativa para alguns é o único dialeto e não possui expressões populares. Diante disso, percebe-se que o PNE (Plano Nacional de Educação) deve atualizar e reformular a metodologia dos livros e o ensino geral da Língua Portuguesa, que valoriza a diversidade e os regionalismos linguísticos.
Outrossim, convém frisar, que a linguística está associada às diferenças regionais, desde dialetos, regionalismo, gírias e sotaques, os quais são desenvolvidos ao longo do tempo e que envolvem os aspectos históricos, sociais e culturais de determinado grupo, como, por exemplo, as pessoas que habitam no interior do estado ou nas áreas rurais, sofre preconceito regionalístico dos indivíduos que são da zona urbana. Com isso, a criança cresce sem ter o contato com os variantes linguajares e, quando adulta, não valoriza as diversidades culturais. Comprova-se isso por analogia ao filósofo grego Aristóteles, que afirmava: " A educação tem raízes amargas, mas os seus frutos são doces". Dessa forma, vê-se que cabe não só ao Ministério da Educação, mas também à ajuda da família, distanciar dificuldades no ensino com projetos educacionais, como por exemplo, apresentações artísticas e atividades lúdicas a respeito da valorização linguística. Com o propósito de conscientizar adultos e crianças. Desse modo, a sociedade terá vantagens no futuro.
Dessarte, para atenuar a problemática, é imprescindível que o Governo, em consonância com o Ministério da Educação e as Mídias, crie aplicativos e sites de jogos geolinguísticos, para que os alunos da escola pública e privada, estudem as línguas no seu contexto geográfico, desde o ensino fundamental. Por meio de, uma ampla divulgação midiática, que inclua propagandas televisas e debates entre professores e alunos. Assim, a ação iniciada, no presente, seria capaz de modificar um futuro amargo, e o avanço humanitário tornará o niilismo apenas uma hipótese.