Preconceito Linguístico
Enviada em 29/10/2018
O etnocentrismo é uma corrente antropológica que a sociedade que a lhe segue, considera sua cultura superior às outras. De modo, que acaba influenciando no preconceito linguístico, no qual acontece devido a distorção do entendimento da língua.
No primeiro ponto da abordagem, vale ressaltar uma das obras de Voltaire, que diz “o ser humano possui dificuldade de aceitar aquilo que é diferente do que ele julga ser o ideal”. Ademais, varias regiões sofre com o seu modo de falar, ou melhor, com o seu sotaque, um exemplo disso seria os nordestinos, uma vez que a sua forma de falar se torna deboche. Entretanto, essas ações deixa o indivíduo receoso na hora de falar em lugares públicos, e até mesmo de frequentar lugares que pessoas praticam essas ações. Contudo, segundo a Constituição Brasileira, toda a população tem o direito de ir e vir, sendo livre para estar aonde quiser, todavia devido ao preconceito.
Em seguida, as escolas prioriza a gramática e acaba negligenciando a forma oral, tornando a metodologia de ensino um pouco preconceituosa. Essa realidade pode ser visualizada no livro de Graciliano Ramos “vidas secas”, onde o personagem Fabiano, homem rude e pobre, é constantemente excluído pela sua extrema dificuldade de se comunicar com os outros utilizando a linguagem padrão. Logo, fica evidente o preconceito linguístico cravado na sociedade que não consegue conviver com formas diferentes de se expressar.
Dado o exposto, o Ministério de Educação juntamente com o PNE (plano nacional de educação), poderia reformular a metodologia dos livros e do ensino em geral da língua portuguesa. E a Secretaria de Educação declarar o mês de Agosto, por ter o dia do estudante, como o mês contra o preconceito linguístico. Ademais, o Ministro de Educação também poderia implantar palestras e debates nas escolas, visando pais e alunos. Afinal, cada região tem sua beleza e tem a necessidade da sua variação linguística ser respeitada.