Preconceito Linguístico
Enviada em 29/10/2018
Preconceito linguístico: recíproco indireto
“Oxê” na Bahia. " Bah tchê" no Rio Grande do Sul. “Bolado” no Rio de Janeiro. Tais variações linguísticas exemplificam a miscigenação de expressões em território nacional. É notável, hodiernamente, evidências de preconceitos a dialetos que geram a exclusão social. Nesse contexto, torna-se premente soluções cabíveis que extinguam essas mazelas agravadas pela ausência de forças contrárias.
O preconceito linguístico é gerado pelas variações existentes dentro de um idioma. Cabe destacar que o Brasil possui um território extenso e com diversas originalidades que são fomentadoras das gírias e regionalismos atuais. Diante disso, o preconceito se instaura através de ideais sobre a linguagem denotativa como inquestionável, ou sobre o sentimento de superioridade sobre uma variação da fala. Dessa maneira, por intermédio dos preconceitos gerados, ocorre a violência física, verbal e psicológica no qual ao longo do agravamento se estabelece a exclusão social.
De forma inquestionável a língua é mutável e adaptável ao longo do tempo. Ao observar a formação da linguagem da cidade do Rio de Janeiro, conclui-se que ocorreu diante da imigração da família Real e da população portuguesa quando a capital brasileira era a carioca. Nos dias atuais, notá-se o chiado “s” influenciado pelo sotaque português. Além do mais, as variações linguísticas caracterizam a cultura de um povo. Assim, qualquer forma de intolerância linguística evidencia um preconceito recíproco indireto do agressor pela própria origem miscigenada da sua linguagem.
Portanto, o preconceito linguístico necessita de forças que barrem sua evolução. Nesse sentido, o Governo Federal mediante aliança com o MEC deve aplicar no currículo escolar a temática linguagem. Dessa forma, incentiva os professores e as crianças, no qual o conhecimento chega aos pais e à sociedade, a respeitarem a linguagem diferenciada. Assim, a mazela é amenizada e o Brasil contrariara o que Albert Eistein diz: “Sem cultura moral, não haverá nenhuma saída para os homens”.