Preconceito Linguístico

Enviada em 28/10/2018

Relíquias do Brasil

O aumento contínuo do preconceito linguístico na sociedade brasileira é evidente. Isso deve ser freado, pois é preciso entender que há diversas variantes na língua, e uma não deveria ser mais prestigiada em relação as demais, o que é visível fazer o combate a essa mazela exponencial. Diante disso, é necessário analisar a negligência governamental nas escolas e a sociedade como meio transformador.

Em primeira instância, cabe salientar que a questão política educacional esteja entre os fatores que atuam no problema. Nesse contexto, é importante enfatizar a colonização híbrida que faz o país em uma ampla área de pluralidade, traz como consequência a decadência do respeito à cultura e ao modo de falar, nas distintas regiões do Brasil. Dessa forma, a não ação do Estado em manter uma infraestrutura eficaz nas instituições de ensino, acaba por gerar uma imposição de unidade linguística.

Outrossim, é fundamental observar que poucos brasileiros dominam a normal culta padrão ou conhecem as regras gramaticais, que implica o combate desse fator. Esse traço social não se restringe aos grupos sociais estruturados educacionalmente, uma vez que, segundo dados da PCN(Parâmetros Curriculares Nacionais) cerca de 70 à 80% dos iletrados são excluídos das relíquias que compõem o país. Assim, a mídia atuará como catalisador social: aumentará exponencialmente a velocidade da reação, no intuito de combater a propagação desse obstáculo.

Urge, portanto, que o Poder Estatal e a Sociedade cooperem para mitigar preconceito linguístico no Brasil. Cabe ao Governo, em parceria com a imprensa, promover novos projetos e politicas educacionais de forte apelo social, capazes de garantir uma infraestrutura adequada nas escolas e investimentos em propagandas televisivas que visem conscientizar o cidadão sobre as variações regionais, que impeça o prestígio de uma única variante. Somente com a concretização destas ações pode-se manter vivo as relíquias de um cidadão brasileiro: cultura, língua e ética.