Preconceito Linguístico
Enviada em 27/10/2018
Na obra “O triste fim de Policarpo Quaresma”, de Lima Barreto, o protagonista afirmava que a língua tupi guarani deveria ser o idioma oficial do Brasil, o que causou uma série de reprovações diante disso. Analogamente, na contemporaneidade o preconceito linguístico ainda persiste na sociedade devido aos resquícios históricos e métodos de ensinos tradicionais. Portanto, faz-se necessária uma parceria entre o governo e as escolas para mitigar essa mazela social.
Em primeira instância, é importante ressaltar que o preconceito linguístico no Brasil é algo notório, visto que muitos indivíduos consideram sua maneira de falar superiores as de outros grupos. Isso ocorre, sobretudo entre as regiões do país, por exemplo, um sulista e um nortista. Assim, os indivíduos que sofrem desse mal muitas das vezes adquirem problemas de sociabilidade e distúrbios psicológicos.
Desse modo, também muitas palavras pejorativas são utilizadas para determinar algumas dessas pessoas através de um estereótipo associado às variantes linguísticas, como o caipira, nordestino, sertanejo dentre outros. Nesse contexto, a Constituição Brasileira estabelece que ninguém será submetido a tortura nem tratamento degradante. Sendo assim, se o individuo for vitima de discriminação de dialeto pode recorrer à lei para sua defesa, pois sob esta óptica, esse se configura como um tratamento desumano e degradante, logo uma tortura moral.
A Língua Portuguesa, portanto está em constantes mudanças e reprovações como ocorreu com Lima Barreto em 1911. Dessa forma, seus falantes devem acompanhar essas variações, pois o idioma é um fator de identidade da população. Assim, o Ministério da Educação deve incentivar o uso de Gramática e Literatura como personagens infantis cebolinha ou outras obras modernistas que apontem as diferenças regionais são essenciais para o ensino primário e a valorização da cultura.