Preconceito Linguístico
Enviada em 26/10/2018
A chegada da corte ao Brasil trouxe a forma mais perversa de dominação impondo a língua portuguesa acida da língua indígena falada no território. Fazendo essa quase desaparecer da história. Nesse contexto, o preconceito linguístico ainda é muito presente no país. Com isso, as escolas e o meio social contribuem na constância da problemática.
Em primeiro lugar, o ensino básico é o suporte para formar cidadãos consciente e críticos da própria realidade. No entanto, a escola possui práticas pedagógicas que excluem determinados grupos, cuja linguagem não se iguala a norma culta tão exaltada pelo poder dominante de fala. Prova disso, é justamente a repressão aliada à zombaria que ocorre na escola ao ouvir algum estudante de outras regiões ou até das periferias falarem, os quais utilizam a linguagem distinta da culta. Dessa forma, é mantida a relação de opressão aos falantes que não se comunicam com a linguagem formal extremamente valorizada no âmbito escolar.
Ademais, a construção já imposta na sociedade de que falar de modo culto é o único instrumento de inserção social compromete o respeito entre os cidadãos. Nesse contexto, o professor linguista e autor do livro “Preconceito linguístico”, Marcos Bagno, enfatiza a intolerância para lidar com as diversas linguagens como a principal forma de perpetuar o preconceito latente no Brasil. Desse modo, valorizar apenas uma linguagem e reprimir as demais é excluir uma classe ou ate uma região do convívio pleno socialmente.
Fica evidente, portanto, a necessidade de atenuar o impasse. Assim compete ao MEC-Ministério da Educação- junto aos professores e pais de alunos das diversas regiões do país reorganizarem a aprendizagem linguística enfatizando a desnaturalização do deboche para com os demais modos de falar, dando aulas que ampliem o conhecimento sobre as variações da língua para que exista o resgate a origem dos falantes e seja mantido a relação de tolerância e respeito no convívio em sociedade. Só assim, será alcançado o rompimento do preconceito em relação a língua.