Preconceito Linguístico

Enviada em 26/10/2018

“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”.Este trecho do poema do escritor brasileiro Carlos Drummond de Andrade se encaixa bem quando é analisada a questão do preconceito linguístico.Mostrando, de maneira análoga, que a problemática está ligada a realidade do Brasil seja pelo quesito constitucional, seja pelo preconceito intrínseco à sociedade brasileira.Nesta perspectiva, convém analisar esses entraves para que uma solução seja proposta.

Por este prisma, é incontestável que aplicabilidade efetiva da constituição esteja entre as causas do problema.Para o filósofo grego Aristóteles, a política e o aparelho estatal deveriam ser utilizados como um caminho para o alcance da justiça na sociedade.Contudo,quando se observa a persistência do preconceito linguístico, é perceptível que esse objetivo não é alcançado por causa da falta de competência dos órgãos responsáveis.Um exemplo disso é a inexistência de uma lei específica na constituição que trate sobre o assunto e vise combater esse tipo de violência.

Outro ponto relevante é que o preconceito,de uma forma geral, está enraizado na sociedade.Sobre este tópico o filósofo Nicolau Maquiavel sustenta a ideia que os preconceitos têm mais raízes do que os princípios. Sendo assim, o não entendimento da pluralidade e dinamicidade da língua e dos seus mais diversos jeitos de se expressar só mostra o quão fechada uma parcela dos indivíduos está à diversidade.Trazendo,consequentemente,os mais diversos tipos de violência, sejam elas físicas ou psicológicas.

Infere-se, portanto, que o problema se mostra uma grande pedra a ser removida do caminho para a construção de um mundo sem preconceitos.Para tal, é importante que o ministério da educação faça campanhas de conscientização através de palestras em escolas e peças publicitárias através de grandes meios de circulação de informações, afim de alertar e ensinar a sociedade sobre as diferenças e o respeito a elas.Também é dever do judiciário julgar e punir aqueles que cometem discriminação, para que assim se possa responder de forma satisfatória a pergunta do filósofo pragmático estadunidense Richard Roty: “Que mundo podemos construir para nossos bisnetos?".