Preconceito Linguístico

Enviada em 26/10/2018

Na língua não há erros, há variações. Qualquer pessoa pode achar que seu modo de falar é mais bonito, mais elegante, mais correto que a forma de outro indivíduo falar. Porém, quando esse achismo passa a ser uma atitude, acaba virando preconceito. Nesse sentido, convém analisar as principais consequências dessa postura negligente.

Primeiramente, é necessário entender que, o preconceito linguístico é atualmente, um dos maiores preconceitos existentes, colaborando assim para a exclusão social. Apesar de todos os brasileiros serem falantes da Língua Portuguesa, essa tem suas variações, podendo assim, variar de acordo com a região, a classe social ou com a cultura de cada indivíduo.

Além disso, é importante lembrar que, na língua, não existe o certo ou errado. É comum encontrar pessoas que pensam que a norma culta é a forma certa de falar, sendo que, os seus falantes são pessoas de alta escolaridade e ela é apenas uma variação modelo, por ser a que mais se aproxima da língua padrão, que tem por base a gramática tradicional e normativa.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Destarte, nas escolas devem ter aulas mais aprofundadas sobre o tema e devem ser ensinadas todos os tipos de variações existentes na língua. Além disso, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por psicólogos, que discutam o combate ao preconceito linguístico, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.