Preconceito Linguístico

Enviada em 28/10/2018

Na construção de Brasília, durante o governo de Juscelino Kubitschek, a maioria dos trabalhadores vieram de áreas mais pobres do nordeste e eram mais conhecidos como candangos. Assim sendo, este fluxo migratório contribuiu indubitavelmente para o aumento do preconceito linguístico no Brasil no âmbito de relacionar o modo de falar nordestino com pobreza e inferioridade. Essa problemática se faz não só a partir de questões regionais e de condição social mas também das diferenças culturais e de idade.

Sob esse viés, é necessário perceber que essa intolerância agrega mais distância ainda entre as classes sociais. Isso porque a condição financeira que já os separam é erroneamente justificada no modo de agir e conversar como na frase “isso é coisa de pobre” e vice-versa. Segundo a Constituição de 1988 todos são iguais perante à lei, sem distinção de  qualquer natureza. Desta forma, desrespeitar alguém exclusivamente pela forma de se comunicar é discriminação.

É importante observar, também, que a exclusão pela linguagem na internet é cada vez mais comum. Assim sendo, o que ocorre é a polarização online nas redes sociais onde ocorrem brigas recorrentes entre pessoas  que conversam por internetês e quem não usa ou não gosta dessas gírias. Compreende-se assim, que é necessário uma transformação no comportamento e na convivência em rede.

Enfim, é de suma importância atenuar esse preconceito, tanto na vida real quanto na vida online. Desta maneira, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação (MCTIC) deve agir juntamente com a Academia Brasileira de Letras (ABL) investindo em anúncios nas ruas e nas principais redes sociais explicando o quão grave é discriminar uma pessoa por um motivo tão trivial e também. Dessa forma, o Brasil conseguiria concretizar o plano de JK, de uma forma diferente, e crescer 50 anos em 5 na consciência e respeito ao próximo.