Preconceito Linguístico
Enviada em 26/10/2018
Um dos personagens da Turma da Mônica, o Cebolinha, tem sua fala um pouco diferente se comparada com seus amigos na história em quadrinhos. Assim como na ficção, na realidade é notável as variações linguísticas de um indivíduo para outro, o que pode causar preconceito, físico ou verbal, por parte de um determinado grupo. Portanto, é preciso rever e mudar esse cenário quando se trata de discriminação por causa da língua.
Sob esse viés, é importante saber que a variação na fala ocorre por fatores culturais, sociais ou regionais. Por exemplo, inúmeros nordestinos no Brasil saem de sua região para o sudeste, que é a região mais industrializada, em busca de melhores oportunidades de emprego, mas acabam sofrendo preconceito e são violentados. Isso mostra a intolerância que muitas pessoas têm quando se deparam com um modo de falar que elas consideram inferior ao seu. Sendo assim, essa discriminação pode resultar em traumas por parte da vítima, ou até mesmo em morte.
Outrossim, o Estado, em alguns casos, não consegue minimizar o preconceito linguístico e a violência que isso gera, o que é um fator preocupante. De acordo com Durkheim, famigerado sociólogo e antropólogo francês, a sociedade deve funcionar como um órgão natural, ou seja, em conjunto. A partir disso, torna-se perceptível a importância do Estado na sociedade, para que ambos trabalhem juntos e diminuam o preconceito por causa da variação da fala. Caso contrário, a população não terá paz graças à intolerância que muitos indivíduos apresentam.
Urge, portanto, a necessidade de acabar com o preconceito linguístico na sociedade. Sendo assim, o Ministério da Educação deve, por meio de palestras em escolas ministradas por professores, informar os alunos sobre os tipos de modo de falar, e como é importante respeitar e tolerar cada um, a fim de diminuir tal discriminação entre os jovens. Além disso, o Poder Legislativo deve, por meio da criação de leis, proteger aqueles grupos que são, na maior parte dos casos, vítimas de preconceito por ter um modo diferente de falar, a fim de garantir uma maior segurança para eles.