Preconceito Linguístico
Enviada em 26/10/2018
" O certo ou o errado"
Desde o início do seculo XVI com a chegada da colonização portuguesa ao Brasil, cultiva-se a ideia de que a língua oficial do país seria o português europeu. Com o passar dos anos, houveram mudanças na expressão vocabular, logo, pluralizou-se a interação social em virtude do contato com culturas distintas. Com efeito, nota-se a utilização da língua como elemento de construção para o preconceito na contemporaneidade.
Para o sociólogo Zygmunt Bauman, a falta de solidez nas relações sociais é características da “Modernidade Líquida” vivida no século XXI. No entanto, é comum no Brasil casos de discriminação linguística, afinal diariamente muitas pessoas são vítimas de violência verbal, na qual começa pela intolerância à um dialogo diferente. Ainda mais, a mídia cria um estereotiparão como o falar fora da norma, teoricamente “pessoas com menos o que dizer”.
Outrossim, o local de origem do indivíduo torna-se uma motivação para alimentar o discurso de ódio diante da maneira que manifesta-se a riqueza da Língua Portuguesa. Além disso, o Nordeste é a região constantemente vitima de ataques preconceituosos. Portanto, segundo a linguística Marta Scherre, o julgamento depreciativo, desrespeitoso e, consequentemente humilhante da fala do outro ou da própria fala, geralmente atinge as variedades associadas a grupos de menor prestigio social.
Diante dos argumentos supracitados, a discriminação linguística ainda é uma problema a ser solucionado. Entretanto, Escola como formadora de caráter deve por meio de professores de Língua portuguesa dinamizar aulas com trabalhos e palestras desenraizando a conversação do certo ou errado, colaborando para a formação de indivíduos mais tolerante ao dizer diferente. Também, a Mídia com campanhas publicitarias apresente exemplos reais de uma pluralidade cultural brasileira. Por fim, outras medidas devem ser tomadas, mas como disse Oscar Wilde: o primeiro passo é mais importante na evolução de uma nação.