Preconceito Linguístico

Enviada em 31/10/2018

A questão do Preconceito Linguístico no Brasil tem origem no período colonial. Durante esse período, houve a chamada variação linguística, que nada mais é do que a mistura de origens e dialetos de uma determinada língua. Décadas mais tarde, durante o Brasil Império, essa variação da língua ficou mais evidenciada. Imigrantes de diferentes partes da Europa chegaram ao país na promessa de crescimento financeiro e social. Nesse contexto, há pontos importante que precisam ser analisados: a questão da superioridade europeia destacada na época colonial e imperial e o impacto dessa colonização na construção da língua falada no Brasil hodiernamente.

Em primeira análise, deve-se entender que a chegada dos europeus no Brasil teve impacto significativo na construção da cultura e da gramática atuais. Assim que as caravelas de Pedro Álvares Cabral atracaram no litoral brasileiro, percebeu-se a dificuldade de comunicação entre os nativos, pois, havia centenas de tribos indígenas cada uma com sua língua e/ou dialeto próprio. Isso fez com que viessem para o Brasil grupos de catequizadores e educadores para uniformizar a comunicação entre os habitantes. Sendo que, os europeus consideram a língua indígena inferior à européia.

Em segundo lugar, a grande extensão de terras brasileiras facilita na diversificação da fala, cada região foi colonizada por grupos distintos e dominantes, mas para que houvesse uma comunicação universal entre ambas, a língua oficial era o português, já que a família real que comandava o Brasil era portuguesa. Entretanto, mesmo com a língua oficial sendo o português, várias palavras do nosso dicionário hodierno tem origem em outras línguas, por exemplo a mandioca, que é que origem indígena.

Portanto, em todos esses problemas, é visível a ação do Ministério da Educação (MEC) e do Ministério das Comunicações, no que tange ao significado de variação linguística bem como transpassar para escolas e comunidades a diferença entre variação linguística e preconceito linguístico. Levando em consideração a regionalidade, cultura e acesso à educação. Dessa forma, a sociedade começando pelas escolas, saberão a dissemelhança entre ambas, evitando assim, que haja preconceito na forma de falar entre regiões brasileiras.