Preconceito Linguístico
Enviada em 25/10/2018
Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, publicada em 1948, no artigo 1, todo indivíduo tem o direito de manifestar livremente sua variedade linguística. Em oposição a tal fato descrito no documento, vê-se que muitos brasileiros, no século XXI, sofrem discriminação pela sua forma de comunicação verbal. Nesse contexto de preconceito linguístico, há dois fatores que não podem ser negligenciados, como o assédio linguístico e a exclusão social causada.
Sabe-se que é o frágil conhecimento da sociedade civil a respeito do constrangimento linguístico promove a existência do assédio. Uma prova de como a instrução popular é importante para reverter esse preconceito está na frase do professor Paulo Freire, o oprimido torna-se opressor, se a educação não for libertadora. Dessa forma, percebe-se que um dos caminhos para diminuir a discriminação linguística é ampliar a educação expondo os vários tipos de sotaques brasileiros, resultando no menor desconhecimento social.
Ademais, convém frisar que a incompreensão das legislações sobre o ato de excluir socialmente por motivos de linguagem é uma das principais causas do preconceito. Comprova-se como ainda é baixo o entendimentos de muitos cidadão à respeito das leis nacionais que asseguram a liberdade do indivíduo. Conforme dados divulgados pela Secretária de Direitos Humanos, é crescente o ato de retirar o direito da fala das pessoas, principalmente os de matriz nordestina. Diante disso, vê-se que o preconceito só será amenizado com a expansão do conhecimento social sobre as legislações do Brasil que protegem as variedades presentes na pátria.
Enfim, medidas são necessárias para atenuar a problemática sendo imprescindível que os brasileiros reconheçam as variações linguísticas nacionais, a fim de que o preconceito seja diminuído. O Ministério da Educação devem integrar os estudantes e as famílias, expondo em feiras e palestras escolares os princípios das variações linguísticas existentes no Brasil, com intuito de demostrar os tipos de linguagem seja uma forma de combater a discriminação. Além disso, o Governo Federal em parceria com ONG´s, ampliar divulgações das leis nacionais que asseguram liberdade de expressão linguística, por meio de propagandas em canais abertos, a fim que os cidadãos tenham contato com as diversas formas e tipos de comunicação possíveis, compreendendo como é um erro o preconceito contra dogmas. Logo, poder-se-á afirmar que a pátria educadora adequa-se aos princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos.