Preconceito Linguístico
Enviada em 25/10/2018
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, em vigor até os dias atuais, prevê o acesso a respeito e ao bem-estar social. Conquanto, a ocorrência do Preconceito Linguístico, neste país, impede que parcela da população desfrute desses direitos. Assim, deve-se analisar como a escola e a desigualdade social influenciam na questão.
Em primeiro lugar, percebe-se a escola como principal responsável pelo preconceito com formas de expressão. De maneira análoga à escritora Helen Keller, apenas a educação põe fim na intolerância. No entanto, os casos de preconceito linguístico nas escolas, violam esse direito, principalmente no que se refere à hipervalorização da norma culta e posterior repulsa às variantes menos prestigiadas. Analogamente, tem-se em vista que mais de 44% da população, tristemente, já sofreu atos de intolerância por fazer uso da variante que conhece, segundo o portal “G1”.
Além disso, toma-se a desigualdade social como impulsionadora da questão. Entretanto, faltam medidas efetivas tomadas pelas autoridades competentes. Isso, consoante ao pensamento de Marthin Luther King de que apenas a justiça muda o mundo, expõe que esse conceito encontra-se deturpado no cenário nacional, à medida que os investimentos na educação e igualdade social, só decrescem. Dessa forma, infelizmente, a desigualdade é comum, muitas pessoas fazem uso da variante que aprenderam na socialização e sofrem ridicularização por parte da sociedade abastada e até mesmo em programas midiáticos.
Portanto, diante do exposto, o Ministério da Educação deve atuar com ONGs, na implementação de campanhas contra o preconceito, por intermédio de apresentações artísticas, jogos e palestras que fomentem o respeito à pluralidade, com distribuição de materiais presenciais e em propagandas, a fim de amenizar o preconceito sofrido pelas camadas menos prestigiadas. Outrossim, tornar-se-á o Brasil, de uma vez por todas, um país de igualdade social.