Preconceito Linguístico

Enviada em 25/10/2018

No Brasil à uma imposição da língua portuguesa que descende do processo de colonização, onde os jesuítas foram instruídos a ensinarem a linguagem do Império Português aos indígenas, desconsiderando a diversidade cultural dos povos nativos. Entretanto, no século XXI, a população ainda sofre repressão pelo seu modo de falar, tendo em vista que a escola busca uma padronização da língua aliado ao preconceito social intrínseco na sociedade.

É indubitável o papel que a escola possui como disseminador do preconceito linguístico, uma vez que é ensinado aos alunos que a gramática normativa é o único meio de escrita e fala correto, desprezando qualquer tipo de variante linguística regional, como o sotaque, gírias e dialetos. Nessa conjuntura, o linguista Marcos Bagno, afirma que a escola tenta impor a norma culta como se ela fosse comum a todos os brasileiros, o que consequentemente estimula o preconceito entre a população.

Além disso, vale ressalta que ao longo da história a língua é, e foi utilizada como forma de distinção social, onde se perpetuou uma ideia entre a população, no qual classificam como ignorantes indivíduos que não dominam a gramática formal, um exemplo disso, foi na década de 20, na qual a literatura era destinada as camadas da alta sociedade, haja vista que utilizava-se uma linguagem rebuscada. Esse dado, reflete a falta de discernimento na sociedade que não leva em conta que uma parcela da população do país não tem acesso a uma educação de qualidade, acarretando em diversos impasses na vida de um indivíduo que aflige-se da segregação social.

Torna-se evidente, portanto, que medidas são necessárias para resolver a problemática do preconceito linguístico no país. Dessa forma, o Ministério da Educação (MEC) deve incluir no conteúdo programático das escolas a questão da variedade linguística nas matérias de língua portuguesa e história, ensinando aos alunos que não existe um modo correto de se empregar a gramática no dia a dia e que de acordo com a região á uma diferenciação da fala e que não é incorreto o seu uso de forma coloquial, a fim de que se promova um ensino consciente que não estimule o preconceito entre os cidadãos. Ademais, as mídias sociais em parceira com o Ministério das Comunicações (MC) deve criar campanhas de combate a esse preconceito, por meio dos canais televisivos e redes sociais, com intuito de promover uma sociedade integrada e livre da segregação social.