Preconceito Linguístico
Enviada em 27/10/2018
“O indivíduo só poderá agir na medida que aprender a conhecer o contexto em que está inserido”,Émile Durkheim.Nesse sentido,o preconceito linguístico no Brasil mostra-se preocupante e revela um cenário desafiador.Em um âmbito marcado por coerção,constrangimentos e intolerância,falantes de múltiplas variações do português encontram-se fragilizados.Desse modo,o Estado deve intervir para reverter a persistência dessa realidade.
Em primeiro lugar,o que se nota é o grande preconceito em relação às muitas variações linguísticas presentes no Brasil,ele vêm por meio de piadas,deboches e xingamentos,essa situação na maioria das vezes é camuflada como prática do bom humor.Porém,os migrantes de regiões como o norte e nordeste,ao chegar no sudeste,por exemplo,são vítimas desses atos odiosos,em meio aos sarcasmos e às humilhações,enxergam-se coagidos e sem nenhum direito à defesa.
À vista disso,esse fenômeno social caracteriza-se como etnocentrismo, um conceito que ocorre quando uma pessoa ou grupo de determinada região,discrimina outro por diferenças habituais.Nesse ínterim,a Constituição Brasileira de 1988 prevê que todo e qualquer ato relacionado à intolerância é considerado crime,então é um dever do governo colocar em prática essa e fragmento da lei.
De acordo com o presidente Kennedy,“mudança é a lei da vida”,portanto,
medidas fazem-se necessárias para reverter o exposto.Primeiramente,cabe
ao Poder Legislativo criar leis criminalizando o preconceito linguístico diretamente,por meio de uma PEC,Proposta de Emenda Constitucional, para criar um suporte legal diante desse ato de selvageria velado como bom humor.Ademais,cabe ao Ministério da Cultura criar projetos de conscientização,para propagar o respeito frente às diferenças regionais e instruir os afetados a denunciar,através de publicidades em recursos midiáticos,para exigir o respeito.Por fim,a junção desses fatores propiciará em um legítimo começo para o combate ao preconceito linguístico.