Preconceito Linguístico
Enviada em 28/10/2018
A partir de 1922 no Brasil entra em vigor o Modernismo, escola literária que em sua fase regionalista pregou a valorização e apresentação do modo particular de comunicar-se em cada região. Em contrapartida, vive-se um momento marcado pela intensificação do preconceito linguístico, ato discriminátorio que está ligado a raíz histórica e socioeconômica.
A justificativa histórica é expressa a partir da imposição portuguesa em relação a língua indígena nativa, caracterizando desta maneira a persistência de algo que só evolui, o que é visto pela presença de quadrinhos, como o personagem Chico Bento da Turma de Mônica, ou programas humorísticos que ironizam a forma como cada região tem o costume de falar. Porém, estas sátiras dão origem ao preconceito que inferioriza, distancia e exclui indivíduos.
Tais características supracitadas promovem a desigualdade social, pois além do pressuposto anterior, verifica-se que a condição educacional define a maneira que cada um se comunicará. Dessa forma, devido à ineficácia do sistema da educação para todos os indivíduos, existe desigualdade de oportunidades e grupos estarão mais propensos a sofrerem com este preconceito, contrariando assim a isonomia de direitos aos cidadãos.
Portanto, o preconceito linguístico precisa ser debatido e amenizado, visto que é oposto à igualdade dos indivíduos. Assim, verifica-se a necessidade do Ministério da Educação em parceria com os meios midiáticos como televisões promover a apresentação de propagandas que valorizem como cada um fala em oposição aos programas de humor, para que todos se distancie da ideia de inferioridade de uma variante e haja redução nos níveis de preconceito assemelhando-se assim do período modernista brasileiro.