Preconceito Linguístico

Enviada em 25/10/2018

A hostilidade com diferenças sempre foi um fator marcante nos relacionamentos interpessoais. Pode-se analisar na historiografia brasileira, na qual o colonizador português se colocava como superior em comparação aos nativos e pregava que o fardo do homem branco deveria os salvar. Embora essas características tenham sofrido modificações, ainda são evidentes no território nacional, entretanto estabelecida a outros âmbitos, como no da linguagem. O preconceito linguístico no Brasil é uma manifestação maniqueísta dos indivíduos que se consideram avançados em relação aos demais.

A atitude preconceituosa é gerada por características da teoria de Herbert Spencer acerca do Darwinismo Social, na qual os supostamente superiores consideram os não iguais como inferiores e prejudiciais para o avanço da cultura e sociedade. Esse comportamento é inadequado, em virtude de a diversidade da língua conferir abrangência e riqueza cultural.           Outrossim, a rejeição das pessoas com os indivíduos que diferem, no que tange à língua, gera a exclusão social. A restrição é fruto de uma coerção social, conceituada por Durkheim, na qual os que não se comportam e dizem como o grupo devem sofrer sanções e serem isentos dele. Esse acontecimento corrobora a falta de alteridade das pessoas ao passo que as torna preconceituosas e intolerantes em relação as diversas formas de comunicação, o qual causa efeitos negativos para o desenvolver da subjetividade do ser pela escassez de integração.

Atitudes de prejulgar, no Brasil, pelos indivíduos, acarreta sérios danos ao desenvolvimento democrático. Desta forma, a fim de tornar os habitantes austeros para que a integração sociocultural seja realizada, cabe ao Estado, junto ao Ministério de Planejamento, atenuar o preconceito linguístico dos brasileiros, por meio de propagandas com falas de filósofos contemporâneos nacionais criticando atitudes de intolerância na TV.