Preconceito Linguístico

Enviada em 24/10/2018

No Brasil Colônia os jesuítas associaram o vocabulário indígena ao português,originando um novo idioma conhecido como Língua Geral. Embora, o Brasil tenha uma matriz  dialética de misturas, o preconceito linguístico se torna ainda mais vigente. Dessa forma, a exclusão social e a imposição de uma única língua portuguesa como correta corroboram para a problemática em questão.

É importante ressaltar que a maior parte da população associa o acesso à educação ao modo como os indivíduos se comunicam. Contudo, a língua pronunciada não é semelhante a escrita. Na obra Vidas Secas de Graciliano Ramos o personagem Fabiano sofre preconceitos por não saber expressar-se conforme a regra imposta como padrão, além das dificuldades para sobreviver durante o período de seca. De maneira análoga, muitos brasileiros  são marginalizados abrindo margem para intolerância e a desigualdade social.

Ademais, as instituições escolares tem papel imprescindível na formação do estudante como cidadão entretanto, o ensino ainda valoriza a norma culta e negligencia a diversidade. De acordo com Possenti, professor e pesquisador brasileiro,  desconsiderar a cultura do aluno é um crime imperdoável. A vista disso, o educandário deve incentivar as diferenças culturais tanto dentro como fora do ambiente estudantil com o propósito de criar uma sociedade mais igualitária.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação(Mec) junto ao Ministério da Cultura(MinC) criar movimentos que visem esclarecer as dúvidas mais frequentes sobre o preconceito linguístico por meio de campanhas nas redes sociais e palestras nas escolas com profissionais como linguistas e psicólogos. Além disso, o MEC deve promover oficinas para os educadores para melhor capacitação e novas técnicas de aprendizado, afim de incentivar a diversidade e o respeito e com isso diminuir a exclusão social e a desigualdade.