Preconceito Linguístico
Enviada em 24/10/2018
Segundo o ator Paulo Autran: “Todo preconceito é fruta da burrice, da ignorância, e qualquer atividade cultura contra preconceitos, é válida.” Conforme a Declaração Universal dos Direitos Humanos promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) todo ser humano tem direito ao bem-estar social. Conquanto, o preconceito linguístico impossibilita que a população desfrute desse direito na prática.
Em primeiro lugar, o Brasil possui uma grande diversidade cultural, recebendo além dos índios, africanos e portugueses, países como a Alemanha e Itália após a abolição da escravatura pela Lei Áurea em 1888. Isso fez com que originassem vários sotaques e palavras regionais, como no Rio Grande do Sul o “tchê” e em Minas Gerais o “uai”. Seria racional acreditar que com tantas diferenças, valorizassem e respeitassem a cultura dos outros estados. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido no preconceito linguístico.
Em segundo lugar, a desigualdade social é uma causa para que ocorram discriminações. Baseados em renda e nível escolar, muitas pessoas tomam como base para falar o português “certo” e “errado”, causando exclusão e oprimindo o cidadão que julgam sua fala incorreta além de desvalorizar as flexões da língua. Essa situação prejudica os indivíduos da sociedade e a língua portuguesa.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para resolver esse problema, como parceria entre Ministério da Educação e escolas para promover palestras ministradas por especialistas aos pais e alunos sobre as variações linguísticas e consequências do preconceito. Pode ser feito também, pelo Ministério da Educação juntamente com o Governo Federal criação de lei que criminalize o preconceito linguístico, de forma que diminua a discriminação.