Preconceito Linguístico
Enviada em 24/10/2018
Discriminação, problemas psicológicos, violência. Esses são alguns exemplos dos problemas encontrados em virtude do preconceito linguístico, visto que isso tornou-se presente no Brasil contemporâneo. Ademais, verifica-se que a ineficácia do Estado para coibir atitudes discriminatórias e os atos de intolerância, sem medir as consequências, colaboram para que o problema continue. Logo, é necessário adotar medidas eficazes para reverter tal situação.
De início, é inegável que a falta de ação do governo brasileiro para coibir as atitudes segregacionistas influencia na continuidade do imbróglio. Nesse sentindo, segundo John Locke, o Estado é responsável por proteger e garantir os direitos dos cidadãos, como à vida e à liberdade de expressão. Sob tal ótica, nota-se a ausência de controle do governo brasileiro para garantir a liberdade da fala sem que a pessoa seja criticada pelo modo fora do padrão presente na gramática, haja vista que cada região do país ou classe social possui a forma de expressar, como gírias e expressões típicas. Como resultado disso, a pessoa criticada pode sentir-se menosprezada e, assim, desencadear atos de violência entre os envolvidos e, dessa forma, gerar novos gastos públicos para contornar tal problema.
Outrossim, é indubitável que as ações de hostilidade, sem verificar as consequências dos atos, favorecem para que não se elimine o preconceito. Nesse contexto, conforme pesquisa divulgada pelo portal G1, em janeiro de 2018, cerca de 7 em cada 10 pessoas sofreram alguma forma de discriminação ao falar em público. Desse modo, o aumento das atitudes preconceituosas ao falante, como o menosprezo e o descaso, acarreta desmotivação para que o cidadão permaneça com a vontade de expressar-se em público, visto que a qualquer momento poderá sofrer novas agressões em função do seu modo de falar. Consequente a isso, em analogia às palavras do físico Isaac Newton, o qual relata que toda ação gera uma reação, o cidadão discriminado poderá desenvolver problemas psicológicos e, com isso, sobrecarregar as unidades públicas de saúde para reverter tal mazela.
Fica evidente, portanto, que intervenções são necessárias para modificar tal panorama. De modo que é urgente que o Ministério da Educação crie um órgão único para fiscalizar as relações interpessoais. Tal ação deve ocorrer por intermédio de leis mais severas, tais como punir as pessoas que cometem atos preconceituosos, a fim de garantir a liberdade de expressão sem julgamentos. Afinal, somente com a formação do senso crítico é possível transformar índices negativos em uma sociedade com um futuro melhor.