Preconceito Linguístico
Enviada em 26/10/2018
Segundo Albert Einstein, é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito. Essa ideia condiz totalmente quando observa-se todo o processo da língua portuguesa, onde o julgamento depreciativo se perpetua desde épocas de colonização até os dias presentes. Por ser um problema de longas datas, possui causas e consequências.
Acima de tudo, é conveniente lembrar e destacar que o Brasil é um país de origem com descendência heterogênea, em que a mistura da raça europeia, indígena e africana, fundou o idioma atualmente usado. Porém, desde sempre associou-se língua padrão como correta aquela falada por indivíduos de classe alta, forçando o uso dela sempre que for preciso haver a inclusão no meio social.
Em consequência disso, vê-se a todo instante, a mídia fazendo uso das variações linguísticas em forma de gozação e ironia; reforçando ainda mais casos de discriminação em escolas, no ambiente de trabalho e etc, quando muitas das vezes indivíduos, como por exemplo, os nordestinos, não conseguem se adequar a aspectos do sudeste, e tendem a mudar características da sua origem para não ser excluído ou até mesmo não sofrer agressões tanto verbais como físicas.
Diante dos argumentos supracitados, medidas são necessárias para alterar esse cenário. Por meio de propagandas construtivas, reforçando o respeito diante das diferenças, a mídia poderia conseguir reverter grande parte da situação, trazendo assuntos dinâmicos com a temática nas televisões, rádios e redes sociais. Outro ponto a considerar é uma medida educacional, em que professores e diretores juntamente com o governo, controlaria atos de bullying nas escolas por meio de palestras e diálogos, fazendo com que o contato respeitoso entre alunos permita que tenham um crescimento saudável como ser em sociedade.