Preconceito Linguístico

Enviada em 23/10/2018

A prosa modernista da segunda geração buscava apresentar um Brasil real para os brasileiros. Em detrimento disso a presença da linguagem regional era constante na literatura desse período, objetivando dar vizibilidade para tal diversidade. Com isso, vê-se que a tentativa de combate a desvalorização cultural não é atual, porém mantém-se constante devido a mídia televisiva que corrobora para o uso da língua culta como instrumento de segregação social. Primeiramente, é necessário reconhecer os  estratificação social se dá pela coexistência do capital financeiro e do capital cultura. Nessa conjuntura, o conhecimento da gramática normativa se encontra dentro do capital cultural e é utilizado como instrumento de distinção e de dominação pela população culta. Essa elite critíca e excluí da sociedade todo indivíduo que apresenta um falar regional que distingue do “certo”, dessa forma os cidadãos marginalizados se sintem humilhados ou intimidados com a possibilidade de cometer um erro de português. Portanto, a fim de acabar com o preconceito na língua e proporcionar maior aceitação por parte da população canarinho à diversidade linguística existente na nação, cabe às escolas apresentar a linguagem aos alunos como algo vivo que está em constante processo de evolução. Para tanto, as diferentes expressões artísticas regionais, como a literatura de cordel e músicas tradicionais como xote, devem ser trabalhadas nas instituições educacionais através de feiras culturais abertas à comunidade. Além disso, a Secretária Especial de Comunicação Nacional deve elaborar propagandas, que atuem nas plataformas digitais e na televisão aberta, que apresentem os sotaques e dialetosbrasileiros, e por consequência formar um corpo social tolerante ao diferente.