Preconceito Linguístico

Enviada em 23/10/2018

Consoante a atual conjuntura político-social do Brasil, problemas relacionados ao preconceito linguístico vem ganhando destaque. Essa ideia é aplicada na variação presente durante o Império Romano, onde a língua portuguesa se formou a partir do galego-português, proveniente do Latim; dessarte a pluralidade nas formas de pronúncia não teve início hodiernamente. Sob esse viés, os Direitos Humanos declara que “todo ser humano tom o direito de ser”, incluindo a liberdade linguística presente na multiplicidade cultural do país.

Nessa perspectiva, o movimento literário Barroco no Brasil apresentava uma linguagem extremamente rebuscada, diferenciando-se da virtual com o encurtamento de palavras e presença de gírias. Entretanto, boa parte da população não aceita essa pluralidade e agem tanto criticando antigas e novas formas presentes na variação linguística; como apresentando a gramática normativa como base para sua discriminação. Assim, o país se torna parte do texto “uma pedra no meio do caminho” (Carlos Drummond), onde o caminho representa a estrada para o futuro, e a pedra faz referência ao preconceito.

Mormente, o escritos inglês Richard Baxter afirma que “o homem é o pior dos animais, o mais cruel para os outros e para si próprio”. A partir dessa verdade, quando a postura de opinião se transforma em atitudes discriminatórias, a população passa a gerar consequências sobre ela mesma. Dessa forma, se tornam comuns situações cotidianas em que a Rede Globo, por exemplo, apresenta personagens do Nordeste de maneira atrasada e grotesca; ou no índice apresentado pelo Brasil Escola prevendo que apenas 36% dos estudantes, ao finalizarem o ensino fundamental, expressam suas opiniões em salda de aula.

Infere-se, portanto, que o MEC (Ministério da Educação), forme indivíduos desde a infância para uma compreensão e respeito diante da cultura presente na formação linguística de cada indivíduo. Isso seria feito através da adição de aulas nas escolas sobre as variações existentes na língua portuguesa, com a interação de professores de diversas regiões e grupos sociais. Dessa forma, a superioridade geradora de violência e exclusão social não estará presente no futuro cenário brasileiro.