Preconceito Linguístico
Enviada em 27/10/2018
O escritor Mario de Andrade, na primeira fase do modernismo, de 1922 a 1930 em suas obras já criticava a nação brasileira acerca do preconceito linguístico. Como já teorizado pelo filósofo Nicolau Maquiavel- os preconceitos tem raízes mais profundas que os princípios. Sobre esta óptica em realidade brasileira é fato que as causas dessa mazela são históricas e dissemina ainda o sentimento de etnocentrismo.
No romance Macunaíma de Mario de Andrade, o protagonista Macunaíma, ironiza a escrita e fala do estado de São Paulo, á qual a população acredita-se em sua superioridade linguística. É redundante afirmar que os motivos dessa visão etnocêntrica, entre eles estão a condição financeira. No Brasil, é perceptível que aqueles que possuem poder aquisitivo são os que possuem maior domínio da norma culta, desta forma, causando a exclusão social aos menos favorecidos financeiramente. Além disso, outro fator é a variação que a língua sofre de região a região do país, ao invés de ser vista como cultura regional são problematizada.
Como mencionado anteriormente, as variações linguísticas, como os sotaques regionais, são visto de maneira errônea e não cultural. Como já teorizada pelo escritor Marcos Begno, em seu livro - Preconceito Linguístico, o que é e como se faz ’’ tal ação exclusiva é sustentada e estereotipada por estado. A exemplo disso é a valorização do sotaque carioca e a inferiorização do mineiro, em que este é visto como ‘‘caipira’’ e aquele não. Diante disso, é fundamental que tal estigma seja extinto, pois em um país cuja língua nativa existia e foi ignorada e substituída pelos colonizadores, está sendo equivocado em dizer que existe apenas uma maneira de falar, haja vista que é país pluralmente cultural.
Em virtude dos fatos mencionados, em que diz a respeito do