Preconceito Linguístico

Enviada em 22/10/2018

É mais fácil redimir e rejeitar para não ter que lidar com a verdade dos outros. Consoante, a frase da atriz e escritora portuguesa Grada Kilomba, denota-se que a sociedade brasileira está inteiramente ligada ao preconceito linguístico, uma vez que rejeita-se a diversidade da língua portuguesa em território nacional.

O preconceito às variantes regionais da língua em território nacional começa antes mesmo do início de um país chamado Brasil, visto que, Portugal por meio dos jesuítas começava a implantar sua língua e Cultura neste solo. Ainda assim, a supremacia europeia persistiu em apagar as línguas de matrizes indígenas e africanas, mostrando nitidamente seu desprezo à tais culturas. Entretanto, algumas comunidades indígenas preservaram sua cultura e hoje no Brasil (de acordo com o censo de 2010/IBGE) cerca de 274 línguas indígenas são faladas.

Outrossim, em pleno século XXI a população persiste em retroceder aos erros do passado, mas desta vez utilizando-se de deboches e chacotas aos diferentes sotaques em relação à língua. Ademais, a grade de língua portuguesa do ensino médio permite mostrar aos alunos as variações linguísticas e que não é errado quando alguém fala fora das regras gramaticais, usa gírias e regionalismos mas deve-se adequar a situações à qual se encontra seja em um tribunal, entrevista de emprego ou palestra, no entanto, é válido ressaltar que a escrita esteja obrigatoriamente de acordo com as normas gramaticais da língua.

Portanto, o fim do preconceito linguístico dar-se-á com a contribuição da mídia por meio de reportagens e propagandas mostrando ao público e incluindo pessoas de diferentes regiões do país para que a população se conscientize do vasto vocabulário de sua língua e as escolas apresentem projetos pedagógicos, como palestras a fim de que os alunos tenham um contato mais dinâmico com a pluralidade da língua e respeitem as diferenças, haja vista que, o preconceito é a manifestação da ignorância.