Preconceito Linguístico

Enviada em 29/10/2018

Permissão para diversidade

Dentro de um país com um território vasto, como o Brasil, é comum encontrar culturas diferentes, as quais se expressão de diversas maneiras. Alimentação, vestimenta e variações no idioma são exemplos de identidades. Porém, a ocorrência de preconceito linguístico também faz-se presente, atingindo a cultura popular de forma seletiva às classes socioeconômicas.

Dessa maneira, é incontestável que aspectos governamentais estejam entre as principais causas do problema. De acordo com o Artigo 3 da Constituição, o qual explana o dever estatal de construir uma sociedade livre, justa e igualitária, garantindo o desenvolvimento nacional. Entretanto, seguindo os últimos dados sobre o assunto, é perceptível que a ação legal encontra-se distante de sua efetivação, haja vista que segundo o Jornal Cartacapital, alguns empregadores paulistanos estavam segregando emigrantes do nordeste em suas entrevistas de emprego, por conta  da linguagem regionalista.

Diante dos fatos supracitados, faz-se relevante apontar a importância do engrandecimento da língua. Essa ocorrência aparece na literatura brasileira, como é o caso do escritor João Guimarães Rosa, famoso por sua comunicação interiorana e repleta de neologismos, provando que a língua é fluída e que o jogo com ela é saudável para o idioma.

Portanto, afim de combater o preconceito citado inicialmente, é necessário a implementação de programas sociais, posto que sua ausência perpetua o cenário atual. Sendo assim, o Congresso Nacional deve dedicar-se a projetar uma emenda trabalhista, a qual penaliza tais descriminações, para que dessa maneira haja igualdade no processo de contratação. Paralelamente a isso, o Ministério da Educação tem de incentivar o debate acerca da variação étnico linguística e sua importância dentro de nossa literatura, por meio da divulgação na grade curricular, construindo, então, uma sociedade mais fiel aos princípios constitucionais.