Preconceito Linguístico
Enviada em 22/10/2018
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, defende a manutenção do respeito entre os povos de uma mesma nação. Não obstante, em pleno século XXI, percebe-se justamente o contrário no que se refere ao preconceito linguístico no Brasil. Nesse contexto, nota-se a configuração de um grave problema social, em virtude não apenas do fator educacional precário, mas também da variação linguística presente.
Em primeiro plano, é necessário atentar para a questão da educação. Segundo o pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas e essas o mundo. Dessa forma, vê-se que a educação de qualidade é o alicerce de todo cidadão. Além disso, é o melhor caminho para maximizar o respeito entre as pessoas, valor minoritário hoje, já que é por meio dela que consegue-se desenvolver autocrítica, empatia e tolerância.
Ademais, o preconceito linguístico encontra terra fértil na variedade linguística. A imposição da língua portuguesa aos indígenas que viviam no território brasileiro no século XVI, é um exemplo de que a intolerância linguística está enraizada na sociedade, pois, de lá para cá, observa-se a permanência desse esteriótipo quanto à julgamentos prévios sem levar em conta a variação regional, idade e escolaridade de cada indivíduo.
Sendo assim, medidas efetivas são necessárias para alterar esse cenário. Para que isso ocorra, o MEC e o ministério da cultura devem desenvolver palestras em escolas por intermédio de entrevistas com vítimas do problema, bem como especialistas no assunto. Tais palestras devem ser webconferenciadas nas redes sociais dos ministérios, com finalidade de trazer maior lucidez sobre intolerância linguística e atingir um público maior. Por fim, é preciso que a comunidade brasileira tenha um olhar mais otimista para a diferença, pois, como constatou o escritor, poeta e dramaturgo Oscar Wilde, o primeiro passo é o mais importante na evolução do homem ou de uma nação.