Preconceito Linguístico

Enviada em 21/10/2018

Desde a colonização do Brasil, invadido pelos imigrantes, o país foi dividido em diversas regiões, que adaptaram-se aos respectivos povos. Desde então, divergências linguísticas trazem conceitos e diferenças de valores entre os lugares. Outra característica excludente é o fato da língua falada estar relacionada a questão sociocultural, questão pouco comentada pela sociedade.

De acordo com Marcos Magno, doutor em filologia e linguística, não existe forma certa ou errada ao falar. Entretanto, o Brasil tem se tornado menos cordial com as varias formas que a língua portuguesa é falada. Nesse sentido, essa divergência entre culturas se chama: xenofobia. O Xenofobismo é nada mais que a aversão à culturas diferentes, caracterizando uma existência de superioridade. No país, o regionalismo tornou-se forte com o tempo, a região sul, a princípio colonizada por italianos e alemães, tem um complexo de distinção elevado, contrariando a própria gramática, sendo como exemplo o pronome pessoal ‘tu’ ao invés de usar o pronome de tratamento correto ‘você’, redarguindo sublimidade dos sulistas sobre as demais regiões. Nesse sentido, não há amparo dos estados diante dos indivíduos que saem de suas cidades para outras.

Além disso, sofre-se preconceito em relação a forma errada que a língua portuguesa é dita por pessoas menos instruídas. Um exemplo bem claro dessa diferenciação que leva ao preconceito é o personagem ‘cebolinha’ de Turma da Mônica, criada por Mauricio de Sousa, na década de 1960, onde o menino troca a letra ‘r’ por ‘l’, o que exemplifica o contexto sofrido por parte da população, em especial as que vivem na zona rural e vão para às cidades em busca de uma vida melhor, porém, a coletividade urbana tem um certo receio ao lidar com esse falar diferente, não sabendo diferenciar o contexto em que esse cidadão foi criado, fazendo-as se sentirem burras. Desse modo, verifica-se a ineficácia das escolas rurais e do governo em cobrar uma melhor qualidade de ensino para todas as classes.

Portanto, a fim de garantir que as pessoas não sofram de forma algum qualquer tipo de preconceito pelo seu modo de se expressar, cabe ao estado, o redirecionamento das verbas destinadas a educação para melhor preparar os educadores que vão para as zonas, como por exemplo, pós-graduações nas federais sobre discriminações linguísticas. Deve-se também, a família e a escola, por meio de diálogos e debates, discutir acerca da aceitação às diferenças como fator essencial para o convívio coletivo, de forma a combater qualquer forma de preconceito e criar um paradigma de total respeito as pessoas que se pronunciam de maneiras diversas.