Preconceito Linguístico

Enviada em 25/10/2018

Na série Turma da Mônica, Cebolinha e Chico Bento são motivos de piada entre os amigos pelas variações linguísticas que eles apresentam. Embora, no Brasil, essas situações ocorrem em escala muito maior, pouco se faz para combater esse preconceito linguístico. Nesse sentido, rever a situação social dessas pessoas é fundamental para avaliar seus efeitos na contemporaneidade.

Primeiramente, é válido destacar o sistema cultural que há em relação as diferenciações linguísticas. Apesar de haver valorização das diferenciações linguísticas através da segunda fase do Modernismo, por exemplo , há uma resistência muito grande de uma parte da sociedade brasileira em relação a expressões fora do “padrão”. Além disso, a literatura brasileira, na sua maioria, muito rebuscada e padronizada, limitou por muito tempo o acesso daqueles que procuravam melhorar seus conhecimentos linguísticos. .

Outrossim, é importante frisar, também, as dificuldades enfrentadas por essa parcela da população. Segundo o Profissão Repórter, de todos os casos de bullying das escolas, 30% envolveram algum preconceito envolvendo a língua, tanto no sotaque, como também nas palavras fora do padrão linguístico. Somado a isso, casos como o do Médico que expôs erros de grafia do seu paciente na internet e ridicularizou-o estão cada vez mais comuns.

Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que o Ministério da Educação e Cultura amplie as campanhas e os investimentos em ações artísticas, através da capitação de recursos, como músicas, crônicas, livros literários, peças, cinema, entre outros. Dessa forma, será possível desenvolver a valorização da pluralidade das formas linguísticas existentes no Brasil, além de capitar um respeito amplo das diferentes partes da sociedade.