Preconceito Linguístico

Enviada em 21/10/2018

“No meio do caminho tinha uma pedra,tinha uma pedra no meio do caminho”.Esse trecho do poema de Carlos Drummond de Andrade se encaixa bem quando é analisada a questão do preconceito linguístico.Mostrando, de maneira análoga,que a problemática, a qual suprime uma parcela da sociedade a um direito básico e essencial como o direito de ser respeitado, está ligada a realidade do País.Nesta perspectiva, esses entraves devem ser superados a fim de que a justiça social seja feita.

Por este prisma, é incontestável que o quesito constitucional e sua aplicabilidade estejam entre as causas do problema.Para o filósofo Aristóteles, a política deve ser utilizada como um caminho para se alcançar a justiça na sociedade, porém quando se observa a persistência do preconceito linguístico, é perceptível que esse objetivo não é alcançado por causa da falta competência dos órgãos responsáveis em combater esse mal seja na esfera moral,investindo em educação, seja na esfera penal, punindo os transgressores da lei.

Outro ponto relevante nesta discussão, é  o preconceito  está enraizado na sociedade de  uma forma geral.Sobre isso o filósofo Nicolau Maquiavel sustentava a tese que os preconceitos tem mais raízes do que os princípios, portanto, o não entendimento da pluralidade e dinamicidade da língua e dos seus mais diversos jeitos de ser expressa só mostra como uma parcela social mantêm-se fechada à diversidade,trazendo, como consequências, os mais diversos tipos de segregação e violências, sejam elas físicas, morais ou psicológicas.

Portanto, se faz necessário que essa problemática, a qual parece indelével da história brasileira, seja solucionada. Para tal, é importante que o ministério da educação  faça campanhas de conscientização  através de palestras em escolas e peças publicitárias através de grandes meios de circulação de informações, afim de alertar e ensinar a sociedade sobre as diferenças e o respeito à elas.Também é dever do judiciário julgar e punir aqueles que cometem discriminação, para que assim se possa responder de forma satisfatória a pergunta do filósofo pragmático estadunidense Richard Roty: “Que mundo podemos construir para nossos bisnetos?".