Preconceito Linguístico
Enviada em 21/10/2018
Desde o parnasianismo, Olavo Bilac já exaltava a Língua Portuguesa como a ‘‘Última flor do lácio’’, umas das heranças do Império Romano. A língua, que hoje é o principal instrumento que promove a vida em sociedade e relação entre os indivíduos vem impulsionando diversos debates sobre a temática do preconceito de línguas. Nesse sentido, fica evidente, que o preconceito linguístico tem se tornado intrínseco no Brasil, seja pela superioridade de determinados grupos nas suas falas, como a exclusão social na sociedade. Dessa forma, cabe analisar os problemas que perduram o país.
Em primeira análise, é fato que essa circunstância apresenta paradigmas sociais. Isso acontece por determinados grupos de indivíduos que detém de uma norma culta acabar impondo a maneira ‘‘certa’’ de se falar, provocando uma segregação social entre os brasileiros haja vista, por exemplo, os povos do Nordeste e Pará que tem um sotaque muito diversificado das outras regiões e sofrem com piadas, deboches e ridicularização ou mesmo aquela pessoa que não tem um nível de escolaridade acabam sofrendo. Conquanto, as variantes linguísticas são características do brasileiro visto que o povo é vindo de uma miscigenação de africanos, indígenas e portugueses. Assim, é necessário medidas que mudem o pensamento da sociedade.
Em segunda análise, é evidente que por existir variantes linguísticas, haja exclusão de indivíduos. Isso decorre que com o detrimento do preconceito, certas pessoas tem sofrido com problemas de sociabilidade ou até problemas psicológicos por não se adequarem a norma padrão. Lamentavelmente, isso pode ser evidenciado que pessoas mais velhas que tem um vocabulário mais antigo sofrem diversas agressões(físicas, verbal, psicológicas). Seguindo essa linha de raciocínio, o historiador Nicolau Maquiavel, prega que os preconceitos têm mais raízes do que os princípios. Dessa forma, espera-se um combate maior para transpor as barreiras dessa problemática.
Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Em razão disso, que o governo em parceria com as mídias possa promover campanhas discursivas sobre o preconceito linguístico, buscando conscientizar a população do problema. Ademais, que os jornais busquem mostrar noticias não só do eixo Rio e São Paulo, como também das demais regiões do Brasil, mostrando a diversificação de línguas. Além disso, colocar especialistas do assunto na bancada para debater o problema e buscar informatizar melhor o brasileiro. Logo, podemos abandonar o rigor formal acerca da Língua como feito pelos parnasianos e diminuindo o preconceito e segregação na sociedade.