Preconceito Linguístico

Enviada em 20/10/2018

O preconceito linguístico sempre esteve presente na sociedade desde que ela surgiu. No cenário atual, com a ascenção das mídias sociais, essa triste realidade vem se tornando cada vez mais presente na vida cotidiana, gerando um ambiente hostil e exclusivo à quem fala de forma diferente do considerado correto. Desse modo, deve-se analisar o surgimento desse comportamento para diminuir seus impactos no dia-a-dia das pessoas.

A falta de familiaridade com a diversidade linguística, associada ao preconceito social já enraizado no mundo pós moderno, acaba contribuindo para a depreciação da forma de falar de grupos menos favorecidos (nordestinos e moradores da zona rural, por exemplo). Tudo isso é reforçado pela mídia que representa de forma estereotipada os costumes desses povos e associando-os ao humor, acentuando ainda mais essa segregação.

Outro agravante dessa questão é a imposição da norma padrão como forma correta de fala, que surge devido a uma errônea associação da língua falada com a gramática, criando uma tendência a desprestigiar a forma de falar daqueles que tiveram pouca ou nenhuma experiência com a forma culta, cooperando para a persistência dessa realidade, que causa problemas na socialização e até psicológicos nas suas vítimas.

Diante do apresentado, é impreterível a solução do problema. O Estado, por meio do Ministério da Educação, deve estabelecer e implantar uma abordagem mais ampla da língua portuguesa nas escolas públicas, garantir o acesso de todos às tais, e expor aos alunos todas as suas variantes a fim de combater a ignorância acerca da diversidade da língua. Além disso, a mídia, como formadora de opinião, deve deixar de lado a má representação dos povos minoritários, enaltecendo seus aspectos culturais e linguísticos em sua programação. Só assim esse vergonhoso cenário pode ser revertido adequadamente.