Preconceito Linguístico

Enviada em 19/10/2018

No processo de colonização do Brasil, houve a imposição da língua portuguesa para os diversos nativos de Pindorama, residiam no território de Ilha Nova tribos diferentes, com inestimáveis idiomas. Hoerdinamente a essa peripécia, assemelha-se a intolerância das variações linguísticas da norma culta padrão da língua portuguesa, haja vista que é o princípio da gramática normativa instruída em instituições de ensino básico. Nesse contexto, não há dúvidas de que o preconceito linguístico é um desafio no Brasil o qual ocorre, infelizmente, devido não só a hierarquia linguística, mas também, ao preconceito da sociedade.

A Constituição Cidadã, de 1988 assegura a cada indivíduo a liberdade de expressão, todavia, o corpo social não efetiva esse direito. Consoante Pierre Bourdieu, no livro “Economia das trocas linguísticas”, explana que as formas de dominação da norma culta ocorrem a partir do momento em que uma classe influente impõe um idioma oficial a um território, para alcançar poder político, econômico e social, logo observa-se, assim, que a língua legítima possui autoridade, reconhecida por todos, em todo território nacional e apenas quem dispõe de estudo da mesma possui superioridade, limitando o direito da liberdade de expressão permanecerem no papel.

Outrossim, o preconceito da sociedade ainda é um grande impasse para as alternâncias da língua portuguesa. Tristemente, a existência da discriminação contra as etnias linguísticas é reflexo da valorização dos padrões criados pela consciência coletiva. No entanto, segundo o linguista brasileiro Marcos Bagno, não existe forma certa ou errada de se expressar, pois deve ser avaliado diversos aspectos, como, carência de escolaridade, ou até mesmo cultura. Assim, o combate ao preconceito linguístico perpassa, principalmente, pelas práticas escolares, para que os professores se conscientizem e não sejam perpetuadores de intolerância.

Portanto, indubivitalmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Cabe ao Ministério da Educação criar um projeto para ser desenvolvido nas escolas o qual promova, “A semana das variações linguísticas” junto de palestras e atividades lúdicas a respeito de sotaques e gírias especificas de cada região brasileira, como também ao Ministério das Comunicações promover campanhas específicas por vídeos autoexplicativos via redes sociais. Uma vez que ações culturais coletivas têm imenso poder transformador, a fim de que a comunidade escolar, a sociedade geral por conseguinte se conscientizem. Desse modo, a realidade do conceito de certo e errado será desconstruído e respeitado.