Preconceito Linguístico

Enviada em 19/10/2018

No gibi, Turma da Mônica, o personagem Cebolinha é criticado pelos outros personagens por trocar o “R” pelo “L”. E fora dos gibis, na sociedade brasileira, não é diferente, o preconceito linguístico atinge todos os gêneros e classes. Devido a formação do país e omissão escolar, esse preconceito está fortemente enraizado no Brasil.

É errôneo afirmar que o processo de formação do país não foi uma causa deste preconceito. Uma vez que, do século XVI ao XX, muitos imigrantes - de vários países - vieram para o Brasil, os quais ajudaram no processo de formação e transformação da língua portuguesa e a criação de diversos sotaques. Consequentemente, essas variações de pronúncias não são toleradas por grande parte das pessoas, por serem rotuladas como inferiores e só aceitarem a norma padrão como sendo a correta.

Outrossim, é o fato das escolas não darem tanta importância para o preconceito linguístico. Visto que, nas aulas de português é ensinado que o correto é a norma padrão, o que incentiva de forma indireta a crítica a outros modos de falar. Por isso, é preciso uma mudança por parte das escolas para acabar com essa intolerância, porque, segundo Helen Keller - “O resultado mais sublime da educação é a tolerância”.

Entende-se, portanto, que o preconceito linguístico é fruto da intolerância impregnada nas pessoas desde a época que eramos colônia e por parte indireta das escolas. A fim de atenuar o problema, a mídia deve realizar campanhas, com subsídio do governo, que ajudem a desconstruir tal preconceito. As escolas deverão criar projetos, os quais apresentarão a diversidade linguística de nosso país, com o objetivo de conscientizar seus alunos sobre como as diferenças são importantes e saudáveis. Porque, conforme Pitágoras - “Eduquem as crianças e não será necessário castigar os homens”, e assim, seremos capazes de ter uma sociedade mais justa.