Preconceito Linguístico

Enviada em 19/10/2018

O Modernismo no início do século XX, buscou identificar as qualidades que define a nação brasileira. Nessa ocasião, os autores desse movimento promoveram a ‘quebra’ no conceito da norma gramatical, que coexistia na língua falada. No entanto, percebe-se no século XXI, agressões motivadas pelo modo de falar entre os membros da sociedade contra determinada identidade regional. Nesse contexto, torna-se passível de discussão o preconceito linguístico no Brasil, seja pela diversidade cultural, seja no discurso inserido no cotidiano.

Em primeiro plano, cabe mencionar Confúcio, filósofo Chinês do século XVII, “a cultura brasileira sofre preconceito desde o período Colonial, quando os jesuítas catequizaram os índios, predominando desrespeito pela língua indígena. Porém, nos dias atuais perpetuam-se essa prática desrespeitosa na língua falada frente a diversidade cultural  da nação. Desse modo, a valorização da cultura brasileira pelos indivíduos faz-se necessário diante das agressões linguísticas independente da condição social, assim como afirmou Confúcio.

Por outro lado, o diálogo inserido no convívio diário entre as pessoas, é outro aspecto que tem passado por preconceito- por caracterizar pronuncias que não condiz com as regras gramaticais como, por exemplo, pronunciar frases: “moço, a prova é jazinho”. Para tanto, uns dos principais objetivos da Semana de Arte Moderna era identificar esses tipos de pronuncias como identidade Nacional, visto que o país apresentava baixo índice de letrados. Com isso, o reconhecimento da diversidade linguística no cotidiano das pessoas é solução válida no combate a problemática em questão.

Destarte, para que grupos sociais não consiste nos princípios criticados por Confúcio, é preciso que o Governo, por meio das secretarias Estaduais e Municipais de Educação, cobre das escolas atividades que proporcione a construção do reconhecimento das diversas classes sociais e culturais inseridas no Brasil. Essa ação deve ser feita com apresentação de seminários, peça teatral e outros para pais e alunos. Além disso, é imprescindível, ainda, que o corpo docente intensifique no ensino de variações linguística e na escola literária Modernismo. Assim, espera-se que o preconceito linguístico seja combatido paulatinamente, prevalecendo os objetivos dos autores da Semana de Arte Moderna.