Preconceito Linguístico

Enviada em 19/10/2018

Na obra “Preconceito Linguístico: o que é, como se faz”, o professor, linguista e filólogo Marcos Bagno, aborda sobre os diversos aspectos da língua bem como o preconceito linguístico e suas implicações sociais. Nesse sentido, o Preconceito Linguístico é aquele gerado pelas diferenças linguísticas existentes dentro de um mesmo idioma, e que é reforço pelo descaso do Governo e o desconhecimento da sociedade. Logo, ver-se a necessidade de encontrar soluções para esse problema causador de exclusão social.

Em primeiro lugar, é indubitável que o Estado enteja entre as causas do problema, visto que, a falta de iniciativa do Estado em buscar reconhecer a existência desse tipo de preconceito na sociedade, e viabilizar medidas para combater tal intolerância, fica claro que ele reforça tal pratica, mesmo que indiretamente. Diante disso, é necessário reconhecer o problema para poder combater.

Outrossim, levando-se em consideração que o Estado não reconhece o preconceito linguístico como prática causadora de exclusão social (entre classes sociais e entre regiões), e por não buscar mecanismo para combater tal pratica, a sociedade fica desinformada. É o que mostra uma reportagem do jornal “Toda Matéria”, que muitas pessoas vêem a língua como ascensão social, mas também revelou que mesmo pessoas de mesma classe social, só que de regiões diferentes, reproduzem esse tipo de preconceito.

Fica claro, portanto, que algo precisa ser feito para combater o preconceito linguístico no Brasil. O estado deve , através do Ministério da Educação, inserir na grade curricular de ensino, um programa de valorização da diversidade linguística do país, fazendo com que desde cedo os cidadãos conheçam todas as formas de falar  e comunicar-se  que a língua brasileira proporciona. E, parafraseando a ideologia do educador Paulo freire, “mudar o mundo através da educação”, só assim será possível combater   qualquer preconceito, entre eles, o linguístico.