Preconceito Linguístico
Enviada em 19/10/2018
“Penso, logo falo.”
Poeta Oswald de Andrade trouxe inovação e renovação a linguagem literária de sua época. Suas obras eram repletas de humor, ironia e incorporação do falar cotidiano. Logo, o preconceito linguístico é a discriminação existente entre falantes de um mesmo idioma, marcado pela falta de respeito pelas formas e usos da linguagem, o que se deve a fatores como insuficiência no estudo das variedades linguísticas e o sentimento de superioridade enraizado.
Segundo Marcos Bagno professor do Instituto de Letras da UnB, o conhecimento da gramática normativa tem sido utilizado como instrumento de separação e dominação da população culta. Dessa maneira, aumenta-se a segregação construída a partir do medo de errar. Além disto, em 2016 o médico Guilherme Capel foi acusado de debochar um paciente e postar em redes sociais, por esse não saber nomes técnicos da área da saúde.
Além disso, a variedade linguística é a capacidade da língua de transformar-se e adaptar-se de acordo com componentes como histórica: relação ao tempo que é usada, social: depende de grupos sociais, regional: regiões do país, e por fim, estilo: situação de uso. Ou seja, a língua é como uma roupa que varia dependendo da ocasião. Assim como, no livro “Triste fim de Policarpo Quaresma”, o autor é criticado pela população da época, já que, sua historia narra a tentativa do personagem em reconhecer a língua indígena como língua oficial do Brasil.
Portanto, o preconceito linguístico atinge negativamente grande parte da população. Logo, o Ministério da Educação deve oferecer especializações para profissionais da educação, por meio de iniciativas que visem o acolhimento de diferentes alunos para que não se sintam oprimidos pela diferença vocabular. Cabe ao Poder Executivo a criação de medidas provisórias, a partir de verbas destinadas a educação para quê minimize a diferença de ensinos, aumentando assim as chances de se alcançar uma cidadania legitima e plural.