Preconceito Linguístico

Enviada em 18/10/2018

Brasil, antiga colônia portuguesa, vivenciou inúmeras migrações durante esse período. Tal fato ocasionou diversidades, não só na cultura, mas, também, na língua. Paralelo a isso, tem-se a questão do preconceito linguístico, que, atualmente, está formando cidadãos ignorantes, por estes não compreenderem a classe e a região do outro. Desse modo, precisa-se acabar com a intolerância e com a superioridade vocabular, interpretada, assim, por determinados indivíduos.

Em primeira análise, sabe-se que o país comporta mais de 200 milhões de habitantes, cuja maioria encontra-se em estado de pobreza e boa parcela em situação de calamidade, além da heterogeneidade cultural. Nesse panorama, as variantes linguísticas existentes são nítidas e, por conseguinte, deveriam ser respeitadas. Contudo, não é isso que ocorre hodiernamente, uma vez que ridicularizar e ofender alguém que profere palavras ausentes de “s” e acrescentam o “r”, por exemplo, tornou-se comum e correto, fazendo o indivíduo se calar perante as pessoas, com medo de ser constrangido e hostilizado por elas. Diante disso, prevalece o etnocentrismo, que estabelece uma relação inerente ao falso sentimento de superioridade de um grupo específico sobre o outro. À vista disso, é de suma importância que a língua não seja tratada de maneira padronizada, pois, caso isso perdure, o progresso da nação será ilusório.

Em segunda análise, sob a perspectiva Aristotélica “o homem é um ser racional”. Todavia, o exagero premeditado de suas condutas sempre resultará em danos irreversíveis. Com isso, dados da conexão linguísticas revela que tal preconceito advém, principalmente, das camadas mais pobres e ignoradas pelo Governo, o que agrava a intolerância e o descaso com essas cidadãos. Por mais, é fundamental que essa inclemência seja desfeita e que a população aceite a miscigenação vocabular.

Urge, portanto, sancionar medidas para findar tal ato repugnante. Destarte, o Ministério da Educação, deve criar palestras, contemplando pais e seus respectivos filhos, visando ensiná-los sobre a diversidade do país, mostrando-lhes que nenhum ser humano é igual, possui raízes distintas e carece de compreensão e deferência. Com essa conjectura, o objetivo é acabar com o preconceito linguístico e com a ignorância de muitos cidadãos. Assim, poder-se-á viver em harmonia com toda sociedade brasileira.