Preconceito Linguístico

Enviada em 24/10/2018

No Brasil, o português é a língua oficial. No entanto, essa linguagem se adaptou às variadas culturas do país. Logo, essas diferenças foram propícias para o desenvolvimento de um preconceito linguístico. Essa problemática se deve ao culto à norma padrão e ao preconceito regional. Desse modo, combater essas adversidades é necessário para que o preconceito vigente seja erradicado.

Primeiramente, a forma que a norma culta foi instruída provocou rejeição aos que não a seguem. A gramática ensinada nas escolas, torna-se uma regra e as pessoas que não a usam são tratadas como leigas. Isso se deve a padronização da língua e a falta de informação sobre a linguagem existente em cada cultura. Fato esse afirmado pela frase de Fernado Pessoa, poeta português, que diz " Cultura não é ler muito, nem saber muito, é conhecer muito". Dessarte, o ensino da norma culta sem mostrar que existem outras práticas linguistícas leva ao assedio linguístico.

Ademais, cada região do país apresenta seu próprio vocabulário. As diferenças culturais levaram cada população a falar da sua forma e repassar para as gerações seguintes. No entanto, sociedades vistas como superiores - que apresentam maior poderio econômico- desvalorizam o linguajar diferente. Fato esse observado no poema Lingua Portuguêsa, do autor Henrique Oliveira, quando o garoto afirma que o nome da sua cidade apesar de causar estranheza nas outras pessoas não está errado  já que aquela é forma que eles falam.

É imprescindível, portanto, a mudança da mentalidade das pessoas que praticam preconceito linguístico. Cabe, dessa maneira, ao Ministério da Educação em conjunto com as escolas públicas e privadas promoverem capacitações aos professores para que eles ao ensinarem gramática instruam os alunos sobre as variadas formas de locução. Deve, ainda, as instituições de ensino lançarem anualmente um projeto interdisciplinar - disciplinas de português e geografia- aberto para a população, no intuito de mostrar aos estudantes e cidadões a cultura e o vocabulário de cada região. Além do mais, é necessário ampliar a lei do preconceito e discriminação, para passa a julgar como crime quem também ofende alguém pelo seu modo de falar. Seguidos esses caminhos o assédio linguístico não será tão presente como nos dias atuais.