Preconceito Linguístico
Enviada em 18/10/2018
A linguagem tem como função ser ferramenta de comunicação para possibilitar uma maior interação entre os falantes do mesmo idioma, porém no Brasil a variação linguística possui caráter excludente. Relativo ao preconceito linguístico, convém analisarmos as principais causas, consequências e possível atenuação para esse impasse.
E possível afirmar que desde a colonização do país no século XVI, há uma forte influência de outras línguas presentes no nosso idioma, tendo como consequência os sotaques e gírias que se alteram de uma região para outra, existe também alteração do vocabulário entre classes sociais.
Tendo em vista essa abundância de dialeto, instaurou-se o preconceito devido a valorização de algumas variações linguísticas em detrimento de outras, como por exemplo a norma culta padrão ensinada nas escolas como a unica maneira correta, desconsiderando suas codificações .
Desse modo, o setor educacional desmerece as mutabilidades da fala que além de evidenciar a desigualdade social, desvaloriza as fonéticas dos sotaques. Sendo assim, as gírias e os vícios de linguagem usados nos locais mais pobres ridicularizados pela sociedade, tendo como efeito a opressão.
Segundo o linguista Marcos Bagno, o conhecimento da gramatica normativa é utilizado como instrumento de distinção e dominação pela população culta. Nesse sentido, políticos utilizam do linguajar mais rebuscado para persuadir a população canarinha de pouco estudo .
Fica claro, portanto, a necessidade de combater a tentativa da escola de transformar o português em um idioma homogêneo, para isso ocorrer é preciso que o ministério da educação desenvolva feiras culturais nos colégios com palestras feitas por professores de outros locais afim de explicar com mais exatidão essa diferença e organizar dinâmicas, com o objetivo de tornar o assunto mais atrativo, espera-se com isso a familiarização de outros dialetos e o enriquecimento de vocabulário dos estudantes.