Preconceito Linguístico
Enviada em 17/10/2018
O Brasil, por ser um país culturalmente diverso, possui variadas identidades culturais. Assim, se por um lado, tal diversidade nos torna culturalmente ricos, por outro, estimula reações de ódio ao diferente, entre elas, o preconceito linguístico. Por isso, esse tipo de atitude, ao ser consequência de um problema maior, deve ser combatido com conhecimento e conscientização.
O preconceito linguístico é resultado do desconhecimento das diversas realidades que existem no Brasil. Nesse cenário, o professor da capital não entende a forma de falar do aluno do interior, assim como o paulistano mal saberá da crise de refugiados que assola Roraima. Logo, para resolver esse tipo de desconhecimento é preciso levar informação por meio de arte, propagandas e livros como “Vidas Secas” e “Retirantes”, clássicos do estilo modernista, que buscavam destacar todos os tipos de Brasil existentes.
Por outro lado, também é preciso tratar a questão no olhar da vítima. Hoje, apesar do preconceito linguístico ser comum, são poucas as pessoas que tem real consciência do que estão sofrendo e de como isso é errado, por isso, apenas aceitam a opressão e se calam, tentando corrigir erros que na verdade não existem. Por isso, também é preciso mudar a visão de mundo dessas pessoas e estimular que elas se aceitem como são.
Em suma, para superar o preconceito linguístico, é preciso conscientizar tanto agressores quanto vítimas. Para isso, o Ministério da Educação deve promover a grande diversidade cultural brasileira por meio de campanhas publicitárias e de estímulo à leitura de clássicos modernistas. Além disso, o MEC, nessas mesmas campanhas, deve estimular o empoderamento dos oprimidos, a partir da compreensão de situações opressivas e normatização das variadas formas de se expressar na sociedade. Assim, a partir da mudança de visão de mundo do brasileiro médio, o preconceito linguístico pode ser superado.