Preconceito Linguístico
Enviada em 18/10/2018
Durante o Brasil Colônia, reformas pombalinas, de Marquês de Pombal, modificaram drasticamente as estruturas colonias, visto que na área da educação, por exemplo, a oficialização da língua portuguesa permitiu a progressiva perca da identidade cultural, como o dialeto indígena. Nesse viés, insere-se o preconceito linguístico, que ainda na atualidade torna-se presente, comprimindo as diversidades linguísticas e denegrindo os que não conhecem a norma culta. Portando, mudanças drásticas são necessárias.
Em primeira análise, deve-se pontuar que, desde os primórdios da colonização portuguesa, em 1500, a inserção de realidades culturais distintas foi perceptível, haja vista a mistura entre negros, índios e brancos, agregando ao multiculturalismo. Nesse contexto, a visão eurocêntrica suprimiu aos poucos a diversidade linguística, evidenciando as raízes antigas do preconceito linguístico que perdura atualmente. Sendo assim, a sociedade civil permanece denegrindo dialetos vistos como ‘’errados’’, pois o preconceito contra a pronúncia nordestina, por exemplo, persiste acometendo-os à piadas, agravando casos de perca da identidade cultural.
Além disso, vale salientar que já afirmava o sociólogo Bauman, que a modernidade líquida traz consigo a fragilidade dos laços humanos. Sob essa ótica, nota-se, no atual contexto, a falta de empatia diante de analfabetos ou semi-analfabetos, visto que a população mais humilde, evadida das escolas, possui dificuldades na pronúncia e escrita. Sendo assim, a exclusão desses, no âmbito empregatício e até mesmo social, propicia o ciclo vicioso do preconceito linguístico, vitimizando inúmeros cidadãos periodicamente.
Diante dos fatos supracitados, espera-se a consonância entre União e Ministério da Educação (MEC), tendo em vista o subsidio, mediante leis, da criação de cadeiras integrativas, em todas as escolas e universidades, sobre o estudo das variantes linguísticas do país, no intuito de informar os estudantes da importância do multiculturalismo. Ademais, o (MEC) deve minimizar a evasão escolar, exponenciando verbas destinadas à infraestrutura das escolas, possibilitando o decréscimo do analfabetismo.