Preconceito Linguístico
Enviada em 16/10/2018
Na obra literária “Casa grande e senzala”, de Gilberto Freyre, o autor afirma a multiculturalidade como precursora da identidade do país. Contudo, quando se observa o preconceito linguístico, no Brasil, atualmente, constata-se que isso não ocorre na prática e a problemática segue profundamente atrelada à realidade nacional, seja pela educação incompleta nas escolas, seja pelo incentivo promovido na mídia. Nesse viés, é necessário encontrar subterfúgios para mitigar tal contrariedade.
Inicialmente, segundo o linguista Marcos Bagno, o preconceito é suscitado pela confusão entre gramática e linguagem, sendo a primeira valorizada em detrimento da segunda. Porquanto, o empecilho perpetua-se devido à arcaica educação escolar, já que isso impactua o âmbito social vigorosamente.
De modo análogo, tal vicissitude sofre influência da mídia. Para o contratualista Jhon Locke: “o ser humano é como um quadro branco que é preenchido de acordo com suas influências”. Prova disso são as constantes menções às variações nordestinas que são subjugadas diante de um padrão paulista ou carioca nas novelas, por exemplo. A televisão é o meio de propagação social que alcança mais pessoas, por isso, deve-se reverter o quadro supracitado.
Depreende-se, portanto, que o preconceito possui raízes ligadas à educação. Por essa razão, o Ministério da Educação, em parceria do meio midiático, deve promover aulas contextuais à comunicação oral, por meio de mudanças nas diretrizes curriculares de ensino da Língua Portuguesa. Com essa postura empregada veementemente nas esfera social, a discriminação linguística será atenuada e a multiculturalidade, segundo Gilberto Freyre, será garantida, a fim de promover uma realidade igualitária para todos.