Preconceito Linguístico

Enviada em 19/10/2018

A norma culta da Língua Portuguesa é dita como correta. Porém, é omitido que ela é correta em contextos formais e não se aplicam na fala, nem escritas informais, como nas redes sociais. Essa lacuna, foi indevidamente preenchida com preconceito, o qual considera os indivíduos que falam ou escrevem diferente da norma ignorantes. Logo, é evidente a existência do preconceito linguístico no Brasil, e é necessário medidas para mudar tal realidade.

O Brasil é um país multicultural, por esse motivo há muitas maneiras de falar. A inversão da ordem dos termos numa oração pode ser característica de uma cultura. Mas por ser diferente, os falantes podem sofrer preconceito linguístico ou social, por serem considerados pobres e serem excluídos da sociedade.Segundo o pensamento de Noam Chomsky, os Estados não são agentes morais; as pessoas são. Contudo, o preconceito é responsabilidade da sociedade, e dever ser solucionado por ela.

Além disso, as pessoas confundem vida real com virtual. Isso pode ser evidenciado nas redes sociais, em conversas online, a maioria dos usuários utilizam criatividade como abreviações para se comunicarem. A língua portuguesa é tão alterada na internet que quase se torna outra língua. Porém, ela deve ser restrita à internet, pois na vida real, a internetês e as gírias sofrem represálias, inclusive entre diferentes gerações.

Sendo assim, é indispensável a adoção de medidas capazes de extinguir o preconceito linguístico. Cabe, portanto, ao MEC realizar palestras elucidativas nas escolas sobre tal temática, a fim de prevenir o prejulgamento contra pessoas que aparentemente falam ’errado’. Ademais, a mídia, também, deveria combate-la por meio de uma ficção engajada. Outrossim, cabe aos indivíduos separarem vida real da virtual, pois são mundos diferentes e muitas pessoas podem não compreender. Logo, poder-se-à um Brasil livre do preconceito linguístico.