Preconceito Linguístico

Enviada em 16/10/2018

A língua é um dos principais instrumentos que sustentam a vida em sociedade, já que é responsável pela comunicação e interação entre os indivíduos. No entanto, ela também pode atuar de maneira negativa, sendo uma das ferramentas de segregação social. O preconceito linguístico, no Brasil, é muito evidente e, por isso, é preciso entender que há diversas variantes na língua, e uma não deveria ser mais prestigiada em relação às demais.

Em primeiro lugar, é importante destacar que, embora os brasileiros sejam falante de uma mesma língua, a portuguesa, existem variações de acordo com a região, idade, classe social e escolaridade. Mostrando que a língua é diversificada e isso se deve aos próprios falantes. Nesse sentindo, não é necessário exaltar a norma culta padrão em relação as demais variantes, nem excluir sua importância, mas reconhecer todas as variações com equidade de importância.

Outrossim, vale destacar que a exaltação de uma variação padrão, sem prestigiar as outras variações, reforça ainda mais a exclusão social e o preconceito. E sem um debate de forma a cerca dessa problemática, no Brasil, faz com que a desigualdade social prevaleça, já que a forma com que o individuo fala, diz de que classe, escolaridade, região ele é, sendo assim um valor aquisitivo. E nesse contexto, o preconceito linguístico pode desencadear problemas de socialização e até psicológicos em alguns indivíduos.

Fica claro, portanto, que a língua é um fator decisivo na exclusão social. Por isso, o preconceito linguístico deve ser admitido e combatido. Primeiramente, as escolas deveriam fazer uma abordagem mais aprofundada sobre esse tema, além de ensinar, nas aulas de Português, todas as variantes existentes na língua. A mídia deveria parar de estereotipar os personagens de acordo com a sua maneira de falar e poderia investir em campanhas que ajudem a desconstruir o preconceito linguístico. Afinal, ser um “bom” falante é ser poliglota na própria língua.