Preconceito Linguístico

Enviada em 18/10/2018

Desde a Semana da Arte Moderna de 1922, com o advento da primeira fase do Modernismo, tem-se buscado a valorização da linguagem coloquial brasileira e suas variações. No entanto, a discriminação pela forma de se expressar verbalmente - preconceito linguístico - é uma realidade no Brasil, atualmente, seja pela desigualdade social, seja pela má formação socioeducacional. Nesse sentindo, convém analisar as causas e formas de combate ao preconceito linguístico.

É indubitável que a desigualdade social é um dos motivos para a segregação da linguagem. De acordo com Marcos Bagno, linguista e escritor brasileiro, o conhecimento da normas gramaticais é um instrumento de distinção e opressão pela população culta. Desse modo, ao associar o pensamento do linguista com a realidade brasileira, percebe-se que o preconceito linguístico acontece, principalmente, pela ausência de educação de qualidade para grande parte da população.

Outro impulsionador do problema é a má formação socioeducacional. Para Arthur Schopenhauer, filósofo alemão, o indivíduo toma seu campo de visão como limites do mundo. Assim, com um sistema educacional que não preza pela diversidade, sobretudo linguística, como é o caso da educação brasileira, é esperado quadros de intolerância pela forma de expressão verbal.

Fica evidente, portanto, que a insuficiência educacional é um entrave para o respeito às variações da linguagem. Destarte, cabe ao Ministério da Educação (MEC) alterar a grade curricular dos ensino básico e médio de forma a abordar ainda mais as transformações da língua, a fim de reduzir a intolerância. Além disso, é necessário que o MEC invista na infraestrutura das escolas públicas para que os alunos possam desenvolver suas habilidades de forma análoga aos estudantes de escolas particulares. Dessa forma, o preconceito linguístico não será mais uma realidade no Brasil.