Preconceito Linguístico

Enviada em 20/10/2018

Em consonante ao poeta Cazuza, “Eu vejo o futuro repetir o passado” revela que o preconceito linguístico não é um problema atual. Desde o século XVI, a missão catequizadora impôs uma doutrina etnocêntrica sobre a cultura indígena, afirmando valores às tradições preexistentes, a qual essa vicissitude é uma realidade. De modo que, na contemporaneidade as dificuldades persistem, veja por variações linguísticas ou por razões socioculturais.

É axiomático que as variações linguísticas é uma das causas da persistências do preconceito linguístico, visto que, os efeitos da colonização difundiu o idioma rico em vocábulos, caracterizando a miscigenação social proporcionando a conexão entre as populações do Brasil. Porém,há resquícios da doutrinação nos dias de hoje, onde a tentativa de estabelecer a supremacia ideológica, como uma única fala correta e percussora das demais, que na verdade resulta na incoerência por ser um país híbrido com a diversidade presente no âmbito social.

Cabe salientar, as raízes socioculturais como mantenedor do estereótipo hegemônico da cultura, descartando saberes regionais configurando no identitário brasileiro. Segundo Oswald de Andrade, em sua obra “Pronominais”, indaga que o bom brasileiro fala para ser entendido, respeitando suas origens e características únicas. No entanto, embora séculos tenham se passado,muitos indivíduos insistem em impor a mesma variante linguística, fator que resulta no preconceito linguístico.

Sendo assim, é necessário que o governo, em parceria com o ministério da educação promova projetos de conscientização cultural à variações linguísticas, por meio de uma ampla divulgação midiática,anúncios publicitários e debates públicos. Dessa forma, o intuito é construir o ideal igualitário em conjunto à inclusão social, com isso, a ação iniciada no presente é capaz de garantir a pluralidade no Brasil.